A princípio, é possível afirmar que, desde 1970, tanto o contexto civilizatório capitalista, quanto a hegemonia dos Estados Unidos, está em crise. Porém, não se trata de um colapso total, estamos de falando de uma crise estrutural.

Crise estrutural que se configura como longa e, de certa forma, lenta; permitindo com que, em contrapartida, os países emergentes (burguesia e Estado, unidos) tenham autonomia para estabelecer estratégias contra a desigualdade, apesar da tenra dificuldade em estabelecer isso.

Desta forma, desde a década de 70, a estrutura econômica do capitalismo central vem se desenvolvendo em torno de:

  • Quedas nas taxas de investimento
  • Níveis altíssimos de desemprego
  • Déficits comerciais importantes
  • Terceirização da finança da economia
  • Catastrófico aumento da dívida pública
  • Entre outros problemas de fluxo econômico.

 

De fato, todo o desenrolar desse desenvolvimento está diretamente vinculada com a situação de ascendente desenvolvimento e ampliação do conceito de revolução técnico-cientifica. Ou seja, o conhecimento tem sido cada vez mais valorizado e, desta forma, o valor da mão de obra tem se elevado cada vez mais, se contrapondo aos centros de exploração de mão de obra, característica muito comum desses países.

USA x China: Uma corrida acirrada

Apesar dos Estados Unidos ainda ser a maior economia do mundo, a China é o país que mais se desenvolve nos últimos tempos. Este acirramento cria uma grande tensão político-comercial entre os países, contudo, existe uma certa harmonia, já que as potencias são dependentes.

Enquanto os EUA dependem da mão-de-obra barata chinesa, e de uma diversidade de produtos para complementar a indústria, a China se equilibra sobre os investimentos americanos.

Porém, o páreo comercial está ficando cada vez mais apertado para esses dois países. Enquanto um superávit de mais de 200 milhões de dólares pesa o lado oriental da balança, o déficit econômico americano vem crescendo, basta saber até quando a economia do EUA vai aguentar.

Histórico econômico dos Estados Unidos e impacto na América Latina

A princípio, a crise estrutural dos EUA e países da Europa Ocidental, favoreceu os países Latinos. Essa condição levou com que o fluxo de capital se redireciona-se para essas regiões, que ao mesmo tempo, historicamente, caminhava junto com processos e projetos de modernização.

Um exemplo disso, foi na ditadura militar brasileira, chilena e argentina, tanto com a experiência de implantação do neoliberalismo, como no forte investimento em modernização da indústria e viabilização da instalação das mesmas nesses países.

Contudo, tudo isso foi de reprimido em 1979, com o drástico aumento das taxas de juros americanas. O resultado foi uma recessão devastadora na década de 80. Isso levou a um grande processo de retrocesso industrial, combinado com a crescente desigualdade social e aumento das dívidas externas.

Política e economia lado-a-lado

Logo no fim do milênio, em busca de solução para as tais necessidades e com uma experiência não tão boa em relação ao neoliberalismo, a ascensão do movimento centro-esquerda ganhou cada vez mais impulso nesses países. Foi uma grande oportunidade para o crescimento político e econômico dos países centrais.

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